A comunicação vive um momento de transformação. A evolução tecnológica, a consolidação da inteligência artificial (IA) e a mudança nas expectativas dos públicos estão a redefinir a forma como as marcas constroem a sua identidade.
O futuro da comunicação deixou de ser um exercício de antecipação para se tornar uma realidade concreta. Mais do que prever tendências, o desafio está em perceber o que já mudou e o que isso exige em termos de escolhas estratégicas. Não é uma questão de fazer mais, mas de fazer melhor.
A inteligência artificial não substitui estratégia
A IA está a transformar o marketing e a comunicação, mas não veio substituir o pensamento estratégico. Ferramentas de IA aceleram os processos, ampliam a produção e facilitam as tarefas.
Um artigo do Digital Marketing Institute sobre tendências de marketing digital para os próximos anos destaca a necessidade de integrar a IA na estratégia, com foco na experiência do cliente e não apenas na automatização da produção de conteúdos.
Quando falta uma estratégia que oriente decisões, muitas marcas acabam por confundir volume com impacto. Produzem mais, publicam mais, mas dizem pouco. A IA, neste cenário, limita-se a escalar o ruído existente.
As marcas voltam a olhar para identidade e confiança
Estudos recentes mostram que as marcas precisam de ir além do discurso performativo. Inclusão, autenticidade e representação cultural passaram a ter um papel determinante na forma como os públicos tomam decisões.
Este movimento ajuda a explicar a crescente valorização da narrativa humana e da ligação emocional. Num contexto em que a produção é cada vez mais rápida e massificada, o que distingue as marcas não é o volume, mas o significado que conseguem construir.
A experiência de marca já não passa apenas por canais
As redes sociais deixaram de ser apenas espaços de distribuição. São cada vez mais usadas como motores de descoberta, de pesquisa e até de compra.
Tendências ligadas ao social commerce e à descoberta de conteúdos mostram que estas plataformas têm hoje um papel ativo na jornada do consumidor, obrigando as marcas a pensar conteúdos orientados por intenção e utilidade.
Neste cenário, comunicar de forma eficaz não significa falar para todos. Significa saber exatamente porquê, para quem e para que serve cada peça de comunicação, dentro de uma visão de marca integrada.
A evolução do papel do profissional de comunicação
O relatório “Inside PR 2026: Trends, Challenges, and What’s Next”, baseado nas respostas de quase 600 profissionais de relações públicas e comunicação, mostra que, mesmo com novas tecnologias, o storytelling, a criação de conteúdos, as media relations e o planeamento estratégico continuam a ser as competências mais valorizadas em 2026.
Esta leitura reforça que a tecnologia apoia o trabalho, mas não substitui competências como a narrativa, o pensamento crítico e a capacidade de planeamento.
O que isto significa para as marcas
Comunicar em 2026 não é acompanhar tudo. É escolher bem.
Algumas ideias tornam-se claras:
– A IA é um meio, não um fim. O valor está no uso estratégico.
– Identidade e confiança pesam mais do que volume.
– Os públicos procuram utilidade, contexto e sentido.
– Competências humanas continuam no centro das decisões.
Comunicar bem em 2026 não é estar em todas as plataformas nem usar todas as ferramentas. Perante este cenário, fazer escolhas conscientes, alinhadas com a razão de ser da marca, é o que permite gerar valor real para quem comunica e para quem recebe a mensagem.
É neste tipo de reflexão estratégica que a Blisq trabalha com as marcas, ajudando a clarificar prioridades, alinhar identidade e estruturar a comunicação de forma consistente.
Fev'26
